Guia de etiquetas para fazer a primeira visita ao bebê

Regras garantem bem-estar da mãe e protegem o pequeno.

recém-nascido

Quando um bebê nasce é uma comoção na família e entre os amigos. Um sentimento bom toma conta de todos que, consequentemente, querem vistar o recém-nascido. Nesse momento, é importante conhecer algumas regrinhas que protegem a saúde do pequeno e garantem o bem-estar da mamãe.

A analista de custos Pricilla Uliana, 26, deu à luz Pedro Henrique há dois meses. Como o bebê ficou dois dias na Utin, ao chegar em casa, a família e os amigos queriam visitá-lo. “Todos foram muito conscientes. Compramos álcool em gel, eles sempre passavam nas mãos e alguns já diziam que não iam pegá-lo porque tinham vindo de ônibus”.

O infectologista da Unimed Vitória José Américo Carvalho afirma que lavar as mãos com água e sabão ou passar álcool em gel é a atitude mais importante para evitar a transmissão de doenças aos bebês.

Primeiros dias

Para Pricilla, as visitas foram muito bem-vindas, mas a primeira semana foi mais difícil. “Eu ficava um pouco envergonhada em amamentar. No hospital, tem gente para ajudar; já em casa, às vezes, não conseguia dar atenção às pessoas”.

Por isso, a consultora de etiqueta Luciana Almeida recomenda esperar passar a primeira semana para fazer a visita em casa. “Esse é um período de adaptação para mãe e filho”.

A verdade é que vale muito a pena tomar todos os cuidados para curtir essas fofuras e não transformar sua visita num transtorno.

Na maternidade

Boa ideia…
Fazer a visita na maternidade é uma boa alternativa, porque a mãe está cercada de cuidados, e a visita acaba sendo rápida.

…menos no 1° dia
A visita não deve ser feita no dia do nascimento, principalmente se o parto tiver sido cesárea. A recomendação médica é para a mãe falar o mínimo possível durante as próximas 12 horas, para evitar gases e dor no corte. Só vá se você for íntimo.

Cigarro
A restrição vale para horas antes da visita. As substâncias do cigarro ficam impregnadas nas roupas e mãos dos fumantes, e esses resíduos são tão prejudiciais quanto a própria fumaça. O contato do bebê com o material tóxico o expõe a uma probabilidade dez vezes maior de ter pneumonia aguda, bronquite, rinite e otite.

Flores
A permissão de levá-las vai variar de hospital para hospital, mas o indicado é deixá-las de fora. Algumas são veiculadoras de bactérias, principalmente se o bebê nasceu com algum problema.

Homens
Se você é amiga da mamãe e vai visitá-la, deixe o namorado em casa. Homens em visita, só os mais chegados. Caso contrário, pode ser constrangedor para a mãe na hora de amamentar o recém-nascido ou mesmo pelos trajes “de hospital”.

Crianças
Elas são mais suscetíveis a doenças, como gripes, além daquelas comuns na infância, como sarampo e catapora. E o recém-nascido, mais ainda. Evite levá-las ao hospital.

Carinho é no pé
O melhor lugar para fazer carinho no recém-nascido é o pezinho. Nada de apertões na bochecha, beijos e toques não muito delicados nas mãozinhas das crianças. Incomoda o bebê.

Colo
Os pequenos são fofos e dá vontade de pegá-los no colo, mas não insista. Se tiver intimidade com a mãe, peça e ela responderá com honestidade. Fora isso, resista. Ainda terá muito tempo pela frente.

Mãos limpas
Lavar bem as mãos e os braços – até a altura dos cotovelos – antes de chegar perto da mãe e do bebê é imprescindível. Isso diminui bastante o risco de contaminação por vírus e bactérias.

Em casa

Uma semana
É sempre bom esperar uma semana após mãe e filho chegarem em casa para ir visitar. Esse é um período de adaptação, a mãe está aprendendo a se relacionar com o bebê, e a criança se adaptando ao ambiente.

Por favor, avise!
Você não pode ir à casa de alguém sem ligar antes. Pergunte qual é melhor horário para a visita e se coloque sempre disponível a entender esse momento da mãe com a criança. Nunca chegue de surpresa.

Fonte: entrevistados e site GNT


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