• Home »
  • Geral »
  • Coronel que deu carteirada em blitz vai ocupar cargo de chefia na PMES

Coronel que deu carteirada em blitz vai ocupar cargo de chefia na PMES

José Dirceu será responsável pelo setor administrativo. Salário pode chegar a R$ 15 mil com gratificação.

dirceu

O tenente-coronel José Dirceu Pereira, envolvido no episódio da carteirada durante uma blitz na Reta da Penha, em Vitória, no dia 13 de outubro, vai ocupar um cargo de chefia no setor administrativo da PMES. A informação foi divulgada no Diário Oficial desta quarta-feira (27).

Como a função é gratificada, além do salário de tenente-coronel, ele receberá, também, um complemento no salário para exercer a nova função.

José Dirceu ocupava a função de assessor jurídico do comando geral da PM quando foi abordado na blitz. De acordo com a Portaria nº 743-S, publicada nesta quarta-feira, ele foi designado para exercer a função gratificada de Chefe do Centro Administrativo/Ajudância-Geral da PM a partir de 31 de outubro, cerca de 15 dias após o episódio da blitz. Mas a Polícia Militar não informou se o oficial já ocupa a nova função.

Embora não haja divulgação oficial do valor do salário de um tenente-coronel e também da gratificação que José Dirceu Pereira receberá para trabalhar na chefia do Centro Administrativo da PM, informações exclusivas apuradas pela reportagem apontam que ele receberá aproximadamente R$ 15 mil. O salário líquido de um tenente-coronel é de cerca de R$ 12 mil atualmente. E a gratificação gira em torno de R$ 2,8 mil, segundo uma fonte da PM.

José Dirceu vai comandar um efetivo com aproximadamente 520 soldados, cabos e sargentos. O Centro Administrativo da Polícia Militar fica localizado dentro do Quartel de Maruípe e é responsável por dar apoio logístico e administrativo, fazendo trabalhos com recursos humanos e dando suporte a órgãos como a Assembleia Legislativa, o Tribunal de Justiça e o Ministério Público.

Mudanças ocorrem “sempre que o comando da PM achar necessário”

Por meio de nota, a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social informou que as movimentações de oficiais publicadas no Diário Oficial desta quarta-feira (27) são periódicas e ocorrem sempre que o comando geral da Polícia Militar achar necessário.

Questionada sobre a mudança de cargo durante as investigações e o valor da gratificação, a Sesp informou que “ele é um servidor público concursado e, em função de seu posto, deve ocupar um cargo de chefia. Para evitar qualquer tipo de pré-julgamento, só haverá manifestação com o término do Inquérito Policial Militar”, conclui a nota.

Investigação em andamento

As duas apurações do caso da carteirada seguem em andamento. O Inquérito Policial Militar, apurado pela Corregedoria da Polícia Militar ainda não foi finalizado, como diz a nota da Secretaria de Segurança Pública. Ao mesmo tempo, continua em aberto o inquérito que segue na Delegacia de Delitos de Trânsito. O delegado que investiga o caso, Fabiano Contarato, informou que espera apenas o laudo da perícia dos computadores da boate onde o tenente-coronel estava momentos antes da blitz.


Compartilha