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Tenente-coronel não será afastado do seu cargo na Polícia Militar do ES

Mas inquérito da PM apura conduta de envolvidos na blitz

coroneles

O tenente-coronel José Dirceu Pereira, que não entregou os documentos e teria fugido de uma blitz na Reta da Penha, ao sair de uma boate no último dia 13, não será afastado do seu cargo na Polícia Militar. Ele é assessor jurídico do comandante-geral da PM, coronel Edmilson dos Santos. Os policiais que faziam a fiscalização também continuarão em seus cargos.

“O Ministério Público solicitou que alguns policiais fossem afastados, mas preferimos avançar um pouco mais nas investigações”, diz o corregedor-geral da PM, coronel Marcos Celante.
Ontem, só Celante falou sobre o caso, embora os envolvidos tenham sido procurados por meio da Assessoria de Imprensa da Polícia.

Ele diz que, caso o responsável pelo Inquérito Policial Militar aberto para apurar os fatos, coronel Douglas Zanotti, sinta necessidade, poderá requerer afastamentos. Esta semana, os envolvidos na blitz serão intimados para depor no IPM.

Veja o Vídeo:

 

O oficial de plantão do Ciodes orienta o policial a informar a situação em relatório e encaminhar a ocorrência para o Batalhão de Trânsito.

No entanto, às 6h,  o soldado que abordou o tenente-coronel na blitz liga para o Ciodes para informar sobre o que havia acontecido, mas não cita o comportamento inadequado do tenente-coronel.

Oito minutos depois ele liga novamente para o Ciodes  e pede que a ocorrência seja cancelada.
“Eu liguei agora há pouco, gerei uma ocorrência. Mas eu tô ligando agora para cancelar essa ocorrência de abordagem. Foi determinação do major Bongestab (subcomandante do Batalhão de Trânsito), não há necessidade de registrar essa ocorrência”, disse em áudio registrado no Ciodes.

Ocorrência

Sobre o pedido de cancelamento da ocorrência ao Centro Integrado Operacional de Defesa Social (Ciodes), feito por telefone por um militar que atuava na blitz, coronel Celante ressaltou: “ A ocorrência existe e houve lavratura do auto de infração por determinação do subcomandante”.

Ele explica que, atualmente, mesmo que uma ocorrência seja cancelada, ela continua no sistema informatizado do Ciodes, junto à justificativa do pedido de sua suspensão.

Mas mesmo que o Inquérito Policial Militar não conclua pela punição de nenhum dos envolvidos na blitz, sendo arquivado, o coronel lembra que o tenente-coronel pode ser enquadrado na lei de trânsito.

“A lei é clara. Qualquer pessoa tem que apresentar habilitação e documento do veículo numa blitz”, afirma o coronel corregedor.

Tenente-coronel José Dirceu Pereira  alega abordagem indevida.

Sob a alegação de ter sido abordado de forma indevida por policiais hierarquicamente inferiores a ele, o tenente-coronel José Dirceu Pereira moveu representação contra os militares por meio da Promotoria de Justiça, na Auditoria Militar.

Segundo o procurador do Ministério Público Estadual, Sócrates de Souza, a representação é dirigida, principalmente, ao sargento que fez a abordagem direta ao tenente-coronel, na madrugada do dia 13 deste mês, numa blitz na Reta da Penha, em Vitória.

Sócrates de Souza explica que, para o tenente-coronel, sua condição de oficial da Polícia Militar lhe garantiria direito a abordagem por um militar de patente igual ou superior a dele.

O promotor de Justiça Sandro Lessa, que atua na Auditoria Militar, solicitou ao comando-geral da Polícia Militar a abertura de um inquérito policial militar para apurar o caso.

O procurador diz que o tenente-coronel deveria ter dado “exemplo à tropa”, entregando documentos e submetendo-se a teste de bafômetro. “O oficial parecia exaltado, xingou. Já o sargento foi educado”, diz ele.

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