Os sete pecados capitais que impedem de ser rico

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Veja o que pode te deixar cada vez mais longe da riqueza

Os pecados tratam dos vícios humanos. Eles são divididos entre os perdoáveis e os merecedores de condenação, também chamados de pecados capitais, que são sete (gula, avareza, luxúria, ira, inveja, preguiça e vaidade). No mundo das metáforas, os sete vícios capitais que regem a vida deram origem aos sete pecados capitais que minam o seu dinheiro e o deixam cada vez mais longe da riqueza.

E eles estão mais perto de todos nós do que imaginamos: procrastinação, preguiça, imediatismo, reclamação, comodismo, ganância e demonização (que medo!) do dinheiro fazem tão parte de nossa rotina que sequer percebemos que incorremos no erro. Não acredita? Dê só uma olhada:

1. Procrastinação
Já dizia a vovó, não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje. E a sabedoria antiga vale para tudo, inclusive para o dinheiro. Montar um orçamento, cortar gastos, fazer planilhas não é tarefa das mais agradáveis, mas precisa ser feita. E o mais rápido possível. Com o final de ano chegando fica quase irresistível deixar para o ano que vem. Mas empurrar com a barriga um assunto tão sério pode não ser o melhor negócio.

“É preciso mudar o comportamento e o hábito. Um dos primeiros passos para começar a mudar é anotar todos os dias, por 30 dias, seus gastos, para saber para onde vai o dinheiro. Os valores pequenos fazem toda a diferença”, explica a educadora financeira do Dsop, Sylvia Milaneze.

2. Preguiça
Ai, que preguiça! Preguiça é um pecado mortal quando se trata de finanças. E olha, dizem os mais sabidos, que nem desfiando um rosário inteiro é possível ser perdoado por um pecado tão duro contra seu orçamento. Vale espantar a preguiça na hora de pesquisar preços, pegar financiamentos e até investir seu dinheiro. “Não pode ter preguiça. Atitude, perseverança e disciplina são fundamentais. Todos os dias, faça um pouquinho e em pouco tempo vai notar uma grande mudança de comportamento”, explica Sylvia Milaneze.

3. Demonização
Você deve lembrar de ter ouvido que o dinheiro é sujo, que corrompe pessoas. Ou talvez alguém já lhe disse, olhando para algum rico, que boa coisa ele não fez para estar onde está. É típico da cultura brasileira demonizar o dinheiro. A origem desse “encapetamento” é antiga e vem de nossa matriz cultural, que é católica, explica a psicóloga Angelita Corrêa Scárdua.

“Na Idade Média, quando a Igreja era a grande proprietária de bens e podia decidir, ela trabalhava muito com a ideia da humildade. Daí a ideia de que os pobres herdarão os reino dos céus, por exemplo. Isso só veio a mudar com a Revolução Protestante, feita por burgueses, os trabalhadores independentes e comerciantes. Eles tinham contato com outras culturas, como a árabe, que é uma cultura que ostenta, onde a fortuna é um privilégio. Hoje, é preciso pensar que o dinheiro é fruto do trabalho. A prosperidade é resultado do meu trabalho”, completa.

4.  Reclamação
Sabe aquele “mimimi” do “eu não ganho o suficiente para poupar”, “meu dinheiro só dá par sobreviver”? Bom, ganhar pouco pode ser uma barreira para ter algum dinheiro guardado, mas a maioria dos problemas financeiros ocorre por falta de planejamento e disciplina no orçamento. Sempre há gorduras para queimar quando falamos em consumo.

5. Comodismo
Achar que não pode subir na vida só porque não tem talento é puro comodismo. Talento tem sim um papel importante na carreira, mas preparo é fundamental e ponto diferenciador. Nem todo mundo é o melhor no que faz, mas pensar que não tem talento para melhorar de vida é uma forma de se boicotar e dizer para si mesmo que nem precisa se dar ao trabalho de tentar.

6. Ganância
Achou que a ganância era uma virtude quando se fala em dinheiro? Engano. Nem mesmo aqui ela é bem vista. Colocar todo o seu dinheiro em investimentos com rendimento muito alto, como ações da Bolsa, por exemplo, pode ser um tiro no pé. Alguns investidores devem ter passado por isso nos últimos vezes, vendo os preços das ações de algumas empresas despencarem por aí. E isso para não falar nos esquemas que prometem lucros exorbitantes. Não adianta, você pode sim fazer seu dinheiro render, mas suas atitudes devem ser pensadas e levando em conta que o ambiente econômico pode mudar e que o que rendeu muito no último ano pode não ser tão bom para o próximo.

7. Imediatismo
Aquela bolsa linda ou aquele smartphone que só não faz massagem por não ter mãos podem ser grandes inimigos do seu orçamento. A ideia é avaliar se vale mesmo a pena gastar dinheiro com itens que não são realmente necessários. Pensar na aposentadoria aos 20 e poucos, 30 anos parece coisa de gente ansiosa? Não é.

 

celular

Quanto antes você acumular riqueza, menos precisará economizar por mês. Além do mais, com mais tempo para reverter perdas, você poderá investir parte das economias em aplicações mais rentáveis e, claro, mais arriscadas. “Uma das causas do imediatismo é a falta da educação financeira na infância. Um pai ganha R$ 2 mil; o filho quer um brinquedo de R$ 200 e o pai compra. Ele ensina que o filho pode ter qualquer coisa sem esforço e que as coisas não têm custo”, explica Angelita.

Para sair desse processo de consumismo, segundo ela, é preciso refletir porque não nos permitimos ter uma condição mais tranquila e estável. “Algumas perguntas podem ajudar. O que sinto quando compro algo que não preciso? Alívio, ansiedade, alegria? E depois, com a dívida, como me sinto? É preciso avaliar os efeitos do consumismo na vida. Se não houver mudanças, é importante buscar ajuda de um profissional”, avalia.

PARA SABER MAIS

Poupança tímida
Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), o brasileiro poupa o equivalente a 18% do Produto Interno Bruto (PIB). O valor não é muito animador, Para dar uma ideia, cidadãos do Senegal e Haiti têm um percentual mais alto do que os brasileiros, com uma proporção de 23%. Esse levantamento não levou em conta uma aplicação em si, mas o conceito de poupança doméstica.

Mas…
Os brasileiros estão mais atentos às próprias finanças, e o número de pessoas que pretende poupar o 13º salário este ano é de 20,4%. No ano passado esse percentual era de 16,3%. Desde 2009 o contingente de poupadores não aumentava no país. Os números são da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Gastos diários
Claro que não dá para ficar rico com essas dicas, mas já são um bom começo para economizar algum dinheiro no final do mês. Pode parecer chover no molhado, mas anotar os gastos diários é mesmo o primeiro passo para dar um jeito nas finanças. Faça suas contas: um café na rua pode custar R$ 3. Multiplicando esse ínfimo valor por 22 dias no mês, já são R$ 66 a menos em sua conta bancária. O almoço fora de casa também pode representar um rombo no orçamento. Pense em alternativas como almoçar em casa (faça contas para ver o que é mais barato) ou até levar o alimento para a empresa. Muitas já disponibilizam locais para os funcionários que fazem essa opção.

Supermercados
Compare os preços dos produtos por unidade, quilo ou litro, em vez de por embalagem. Dessa forma, você foge dos preços maquiados. Nessas horas, ter uma calculadora nas mãos pode significar economia. Quer um exemplo? Um pacote de fraldas com 38 unidades custa R$ 36, ou R$ 0,94 a unidade. Já outro, com 50 unidades, sai por R$ 46, ou R$ 0,92. O segundo pacote significa pagar um pouco mais, mas economiza no final.

Outras compras
Hoje em dia não tem mais desculpa para não fazer pesquisa de preços. Se antes se gastava sola de sapato, como diziam, agora algum tempo em frente a um computador já dá uma boa noção do caro e do barato. Há vários sites de comparação de preço, como o Baixou, Buscapé e Bondfaro. Os sites de compra coletiva também podem ser boas opções, que garantem descontos interessantes. A internet também oferecem os dias de compras, como o Black Friday, que acontece no próximo dia 29 (sexta) e está bem regulamentado este ano, por conta de problemas nas promoções no ano passado.

Seu carro
Testes realizados no Centro de Pesquisas da Petrobras mostram que o consumo de combustível a 100 km/h pode ser até 20% maior do que a 80 km/h. Os pneus, quando descalibrados, também podem tornar o seu carro um beberrão e elevar o consumo de combustível em até 10%. Planeje bem o itinerário que você fará antes de sair de casa. Andar na reserva do combustível também não é boa ideia. Isso força a bomba e desperdiça energia. O terrível hábito de descansar o pé na embreagem do veículo também significa até 4% a mais no consumo de combustível.

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