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No Espírito Santo carinho marca o adeus a Maria Antonietta Lindenberg

Presidente da Rede Gazeta foi homenageada por família, amigos e autoridades.

Em meio a manifestações de pesar e recordações carinhosas de parentes, amigos e autoridades públicas, o corpo da presidente da Rede Gazeta, Maria Antonietta Queiroz Lindenberg, foi velado ontem, no Cemitério Parque da Paz, na Ponta da Fruta, em Vila Velha.

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Neste sábado(23), um desejo de dona Maria Antonietta, que morreu na quinta-feira (21), aos 96 anos, vítima de um acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico, será realizado: seu corpo será cremado, às 9h, numa cerimônia exclusiva para a família.

No domingo (24), as cinzas de dona Maria Antonietta serão depositadas no túmulo do seu marido, o ex-governador Carlos Lindenberg, com quem foi casada por 57 anos. Foi ela quem formalizou, em cartório, há alguns anos, a orientação para a cremação do corpo e para o destino a ser dado às cinzas.

Saudade

Na quinta-feira, seu filho único, Carlos Fernando Monteiro Lindenberg Filho, Cariê – que é diretor do Conselho de Administração da Rede Gazeta –, disse que, nos últimos tempos, a mãe “falava com certa ternura que precisava se encontrar com o marido”. Além de Cariê, dona Maria criou duas sobrinhas como filhas.

Médico de dona Maria Antonietta desde os anos 1990, Michel Assbu lembrou que uma semana antes do AVC, que a acometeu no último domingo, ela manifestou um quadro de febre, logo superado. “Mas a cabeça dela era maravilhosa. Sua personalidade era forte, e ela ditava as coisas com racionalidade”, diz ele.

O presidente do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, Pedro Feu Rosa, disse que o que lhe chamava a atenção em dona Maria Antonietta era, justamente, a energia e o entusiasmo dela.
Maestro da Orquestra Filarmônica do Espírito Santo, Helder Trefzger ressaltou que dona Maria assistia a concertos com frequência. “E levava a sua animação”, comentou. Segundo ele, na próxima semana, dona Maria Antonietta será homenageada pela orquestra, que fará apresentações com músicas de Verdi.

Carinho e lucidez

Um dos netos de dona Maria Antonietta – são três, ao todo, incluindo a produtora cultural Beatriz e a diretora de Desenvolvimento Institucional da Rede Gazeta, Letícia – , o diretor-geral da empresa, Carlos Fernando Lindenberg Neto, Café, lembrou da avó carinhosa, sempre parceira e presente na vida de todos.

Todas as sextas-feiras, Café almoçava com ela, em companhia dos seus três filhos adolescentes. “Vovó tinha noção de tudo, dava opiniões pertinentes, com base na sua sensibilidade e experiência de vida”, relata ele.

O diretor-geral da Rede Gazeta recorda-se também da ativa participação de dona Maria Antonietta por ocasião do processo de profissionalização da gestão da empresa.

A simplicidade dela – destacada por todos que a conheciam –, aliada à alegria de viver, também foram características citadas pelo neto ao ressaltar o quanto dona Maria era carinhosa com todos. “Depois que vovô morreu, nos anos 1990, ela estava sempre com a gente. Tratava minha mãe como filha. Com frequência, ia até a minha sala e me dava um beijo, perguntando se tudo estava indo bem na empresa”, conta Café.

Amigas lembram bons momentos e virtudes

Amizades longas e duradouras também foram um legado que a presidente da Rede Gazeta, dona Maria Antonietta Queiroz Lindenberg, soube construir. Pessoa amiga, companheira, humilde e fiel é como as amigas de longa data a definem. E elas estiveram ontem no Cemitério Parque da Paz, na Ponta da Fruta, em Vila Velha, para dar o último adeus à eterna amiga.

Firmiana Santos Neves, de 102 anos, faz questão de lembrar os laços de amizade que foram perpetuados em momentos de diversão. “Nós nos reuníamos para jogar baralho havia mais de 40 anos, todas as quartas-feiras, das 2 às 6 da tarde. Três Santos Neves e ela”, conta a amiga.

Já aos sábados, lembra dona Firmiana, o costume era ir à igreja de Santa Rita de Cássia, na Praia do Canto, em Vitória, para assistir às missas.

Presença

Ela revela que a amizade era muito forte. “Nós nos falávamos todo dia, nem que fosse pelo telefone. Vou levar muito amor e amizade. Considerava-a como se fosse uma irmã. Nós nos entendíamos muito bem”, disse dona Firmiana, viúva do médico Jayme Santos Neves, que foi secretário de Saúde e também era amigo do governador Carlos Lindenberg.

Carmem Loureiro Martins, 96 anos, que conheceu dona Maria na juventude, define a amiga como uma pessoa perfeita. “Era sempre igual, tranquila, sincera, presente na hora das dificuldades, prestativa e desprendida”, elogia.

O marido de dona Carmem – Erildo Martins – também foi secretário durante o governo de Carlos Lindenberg. “Nós sempre fomos muito ligadas”, destaca Carmem.

Humildade

Já Doris Ayres, 78 anos, lembrou-se do casal Lindenberg, que considera “especialíssimo”, enfatizando as qualidades de dona Maria Antonietta. “Ela era uma pessoa que tirava tudo por menos e era especialmente alegre. Fez muitos amigos e teve uma posição privilegiada, mas nunca mudou o jeito de ser. Viveu intensamente”, recorda. Para Doris, dona Maria Antonietta deixa um exemplo de amizade e de dedicação à família.

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