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Médico confundido com rapaz abraçado a cão é ameaçado de morte

Marne Nascimento foi acusado de matar o animal, apesar de não ter bichos de estimação.

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Um médico confundido com o rapaz flagrado abraçado ao cão morto na orla de Itaparica, em Vila Velha, na manhã de domingo (24),  está sendo ameaçado de morte por meio da internet. Marne Nascimento, de 42 anos, não tem animal de estimação. Mesmo assim, tem sido alvo de injúrias nas redes sociais.

O caso gerou comoção entre os internautas e também indignação, depois da suspeita de que o cachorro poderia ter sido estrangulado. A Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) informou, por meio da assessoria de comunicação, que o Ciodes recebeu dois chamados no domingo: um para dar apoio ao Samu e outro de que um homem estaria estrangulando o cachorro na praia.

No local, entretanto, não foi possível constatar se o surto do dono provocou a morte do cão ou se o homem teve o surto psicótico após perceber que o cachorro havia morrido.

“Nem animal de estimação eu tenho, porque moro em um apartamento pequeno. Meu amigos viram na internet que estavam dizendo que eu era o rapaz que supostamente estrangulou o cachorro, e me contaram. Isso se espalhou muito rápido. Logo depois surgiram as ameaças através de mensagens privadas no Facebook. Me acusaram de ser assassino de cachorro e disseram que eu deveria morrer”, contou.

Marne garante que em nada se parece com o rapaz que foi visto na orla de Itaparica no domingo. Ele não sabe dizer como as comparações na rede começaram, e diz que a família chegou a cogitar que ele voltasse para Natal, no Rio Grande do Norte, onde nasceu.

“Não sei como isso começou. Algum desocupado pegou a minha foto e fez essas comparações. De repente isso passou a ser uma verdade para as pessoas. Mas é só olhar melhor a foto que dá para ver a diferença, eu tenho tatuagem no braço e ele não, meu cabelo é castanho claro. Minha família mora em Natal, só eu moro aqui em Vila Velha. Eles ficaram assustados, queriam que eu voltasse pra lá”, disse.

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O médico já pediu ajuda a um advogado, e vai processar as pessoas que o ameaçaram e ajudaram a espalhar a comparação mentirosa na rede. “Ser ameaçado na internet abertamente é muito ruim. Teve página no Facebook convocando as pessoas a escrever no meu mural. Me associaram a um crime que eu nem sei se aconteceu. Me colocaram como um assassino e me ameaçaram. Fiz print de tudo, reuni todas as provas e contratei um advogado. Eles vão ter que pagar pelo transtorno que causaram”, declarou o médico.

Pedido de investigação ainda não foi feito

A Secretaria Estadual de Segurança Pública (SESP) informou, por meio da assessoria, que a possibilidade do cão ter sido morto pelo seu dono ainda não está sendo investigada porque não houve um pedido formal de investigação.

De acordo com a Sesp, quando os policiais chegaram ao local o cachorro já estava morto. E para que haja uma investigação é preciso que o dono do animal, ou alguém que presenciou todo o fato no domingo, faça uma denúncia na Delegacia de Proteção aos Animais.


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