Hotel e ônibus da Seleção são cercados por manifestantes

Local onde jogadores se apresentaram no primeiro dia oficial da preparação para o Mundial foi cercado, principalmente, por professores da rede estadual e municipal do Rio, que estão em greve. “Educador vale mais do que o Neymar”, gritaram

Manifestantes protestaram por mais educação

Manifestantes protestaram por mais educação

Logo no primeiro dia oficial de preparação da Seleção Brasileira para o jogo de estreia da Copa do Mundo de 2014, contra a Croácia, no próximo dia 12 de junho, os jogadores já tiveram a primeira sensação do que serão as manifestações pelo País. O arredores do hotel onde os atletas se apresentaram antes de seguir para Teresópolis, local da concentração da equipe na região serrana do Rio de Janeiro, foi palco de manifestação com cerca de 150 pessoas, que protestaram contra o Mundial da Fifa. O momento mais tenso aconteceu no momento da saída do ônibus da delegação nacional, que foi completamente cercado.

Formado basicamente por professores do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) e simpatizantes do movimento grevista também da rede municipal de ensino, eles entoaram ainda cantos contra os próprios jogaodores da Seleção Brasileira. “Pode acreditar, o educador vale mais do que o Neymar”, era um dos gritos cantados em uníssono.

Rapidamente, vendo a aproximação dos manifestantes pela Avenida 20 de Janeiro, próximo ao Aeroporto Internacional do Galeão, a Tropa de Choque da Polícia Militar já montou um cordão de isolamento para permitir a entrada e saída de veículos. No momento em que cantavam “não vai ter Copa”, tradicional grito das manifestações de rua, os batedores da Polícia Militar começaram a deixar o hotel, no primeiro momento de sonoras vaias.

Depois, o ônibus com os atletas foi cercado pelos manifestantes, que colavam faixas pedindo o famoso bordão “da Copa eu abro mão, eu quero mais dinheiro para a saúde e educação”. O coletivo teve bastante dificuldade para deixar o local, uma vez que se formou uma verdadeira multidão em sua frente, formada ainda por um batalhão de jornalistas. Com muito custo, o veículo conseguiu deixar o local de forma segura.

Por enquanto, além dos pedidos de renúncia do prefeito Eduardo Paes e do agora governador Luiz Fernando Pezão, não foram registrados atos de violência. Os jogadores seguem daqui para Teresópolis (alguns como Jefferson, Fred e Dante, os primeiros a se apresentar, já estão na região serrana) onde ficarão concentrados para a Copa do Mundo.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o técnico Luiz Felipe Scolari afirmou que, muito embora os jogadores tenham liberdades para se expressar sobre os protestos em suas contas pessoais nas redes sociais, em sua grande maioria, os atletas “não estão nem aí para os protestos”.

No Facebook, existem alguns movimentos que querem viajar até Teresópolis para protestar, in loco, contra a Copa. A Polícia Militar, no entanto, já deixou claro que montará um perímetro em torno da Granja Comary, onde apenas profissionais de mídia credenciados terão acesso.

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