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Ex-policial civil acusado de contratar assassinos de Maria Nilce é condenado

Com a condenação de Japonês, a Justiça concluiu seu trabalho de julgar os acusados pela morte da colunista.

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O ex-policial civil Romualdo Eustáquio Luz Faria, o Japonês, foi condenado pelo Tribunal Popular do Júri de Vitória e sentenciado pela juíza Gisele Souza de Oliveira, da 4ª Vara Criminal da Comarca da Capital a 15 anos, cinco meses e um dia de reclusão. Ele foi considerado culpado pela contratação dos executores do assassinato da colunista social Maria Nilce dos Santos Magalhães.

O regime inicial de cumprimento da pena será fechado. Com a condenação de Romualdo, a Justiça concluiu seu trabalho de julgar os acusados pela morte de Maria Nilce, ocorrida há quase 25 anos, nas proximidades de uma academia na Praia do Canto, em Vitória.

O julgamento de Japonês estava marcado para o dia 04 de novembro, mas ficou adiado porque os três advogados de Japonês comunicaram a renúncia ao mandato no último dia 23 de outubro, mesmo já sabendo que o julgamento estava designado.

Devido à renúncia dos advogados constituídos por Japonês, o ex-policial civil foi defendido por uma “advogada dativa” nomeada pela juíza presidente do Tribunal do Júri, que condenou o Estado a pagar seus honorários advocatícios;

Entenda o caso

Há 24 anos, Maria Nilce foi assassinada aos 48 anos de idade. Foi apontado como mandante o empresário José Alayr Andreatta, já condenado. Ele teria contratado Japonês, que, por sua vez, teria subcontratado os pistoleiros José Sasso e Cezar Narciso. O pistoleiro José Sasso morreu envenenado na prisão.

Outro acusado no caso Maria Nilce foi o piloto Marcos Egydio Costa, que deu fuga em seu avião aos pistoleiros. Marcos iria também a julgamento em novembro de 2012, mas foi assassinado no dia 27 de janeiro daquele ano, em Jacaraípe, na Serra, dentro de seu estabelecimento comercial.

Também chegou a ser acusado de participação no crime o ex-policial civil Charles Roberto Lisboa, mas, em sentença prolatada no dia 17 de maio de 2011, a Justiça considerou improcedente a acusação feita contra Charles.

No dia 10 de julho de 2012, ocorreu o julgamento do ex-policial militar Cezar Narciso da Silva, que foi condenado a 19 anos de prisão, em sessão do Tribunal Popular do Júri presidida pelo juiz Marcelo Soares Cunha.


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