Espírito Santo pode ganhar quatro aeroportos regionais

Terminais ficarão em Linhares, São Mateus, Colatina e Cachoeiro de Itapemirim.

aeroporto

O investimento previsto para os quatro aeroportos regionais que serão implantados no Espírito Santo – Linhares, São Mateus, Colatina e Cachoeiro – somam R$ 210 milhões. A fonte de maior parte dos recursos é o governo federal. O governo estadual entrará com contrapartida.

Os aeroportos regionais, depois de construídos, facilitarão a vida dos executivos e turistas. As rotas para o transporte de passageiros serão definidas pelas empresas aéreas com base no potencial e demanda de cada região.

O secretário estadual de Transporte e Obras (Setop), Fábio Damasceno, disse que a expectativa do governo é que as obras nos três aeroportos – Linhares está mais adiantado – sejam iniciadas ainda em 2014. Antes disso, entretanto, será necessário finalizar os projetos já iniciados e receber a aprovação dos órgãos responsáveis.

O projeto do terminal de passageiros (TPS) do aeroporto de Linhares já foi elaborado e está em análise no Tribunal de Contas da União (TCU). Depois que o projeto for liberado, o governo federal se encarregará de fazer a licitação para a obra do TPS.

No aeroporto de Linhares o governo federal terá a responsabilidade pelas obras da nova pista de pouso, com 1.860 metros, do pátio para aeronaves e taxiway (pista de rolamento das aeronaves). O investimento do governo estadual no aeroporto é de cerca de R$ 60 milhões. O terminal, depois de concluído, terá capacidade para a movimentação de até 500 mil passageiros por ano.

Os aeroportos regionais farão a interligação das cidades polo no Estado e a outras regiões do país, e terão capacidade de receber aviões comerciais leves. Setores como petróleo e gás, rochas ornamentais, minério, agropecuário e turismo são os que têm maior potencial para a criação das rotas da aviação comercial nos aeroportos regionais.

As rotas podem fazer a ligação entre as principais cidades do Estado com municípios do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia. Macaé (RJ), Campos (RJ), Governador Valadares (MG), Teófilo Otoni (MG), Muriaé (MG), Porto Seguro (BA), Ilhéus (BA) e Caravelas (BA) são exemplos de cidades que poderão ser incluídas nas rotas.

O petróleo tem potencial para gerar demandas de rotas regulares para os municípios do Litoral Sul e Norte, usando os aeroportos de Cachoeiro de Itapemirim, São Mateus e Linhares. Outra cadeia, a de rochas ornamentais, que tem presença forte no Sul do Estado e também em municípios do Norte, pode gerar demandas para os aeroportos de Cachoeiro de Itapemirim, Colatina e também de São Mateus.

Damasceno explica que o setor siderúrgico, com a chamada rota do minério, tem grande potencial para os aeroportos regionais. Os terminais portuários de toda a costa do Espírito Santo têm projetos para a movimentação de minério de ferro e também podem precisar dos aeroportos regionais para o transporte mais rápido dos seus executivos e técnicos.

As cadeias produtivas do setor agrícola, com várias atividades em expansão, também integram os estudos. As rotas regionais poderão ser utilizadas para o transporte de frutas. As cargas de alto valor agregado, como peças para as máquinas e equipamentos utilizados nas várias cadeias produtivas também podem ser transportadas pelas aeronaves que farão as rotas dos aeroportos regionais.

O turismo é outra atividade com grande potencial para o fortalecimento dos aeroportos regionais. São pessoas do Espírito Santo que visitam destinos turísticos de Estados vizinhos e moradores de outros Estados que procuram o Espírito Santo. As viagens que são feitas por rodovia poderão migrar para o modal aeroportuário, destaca Damasceno.


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