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Acusado de abuso sexual em ônibus da Transcol é cercado por mulheres

O vigilante de 23 anos foi levado para o DPJ da Serra(ES), mas liberado por ter sido enquadrado no crime de gesto obsceno e atentado ao pudor

Outro caso de abuso sexual dentro de um transporte coletivo da Transcol foi registrado na noite de quinta-feira, em Jacaraípe, na Serra. Uma mulher alegou ter sido abusada por um vigilante de 23 anos, no ônibus da linha 806, por volta das 23 horas. Quando o ônibus chegou ao terminal, houve confusão, e passageiros tentaram agredir o acusado. Ele foi levado para o DPJ da Serra, mas liberado por ter sido enquadrado no crime de gesto obsceno e atentado ao pudor.

Acusado de abuso sexual em ônibus do Transcol foi cercado por mulheres

Acusado de abuso sexual em ônibus do Transcol foi cercado por mulheres. (abaixo veja Vídeo)

Uma técnica em enfermagem, de 26 anos, disse que estava no Terminal de Jacaraípe na noite de quinta, quando viu uma mulher chorando e dizendo que tinha sofrido o abuso. A técnica em enfermagem viu o suspeito e o reconheceu. O mesmo homem tinha praticado o abuso contra ela no mês passado, num ônibus da linha 604. Casos assim estão ficando cada dia mais frequentes, a semanas atrás um outro Tarado atacou ônibus da Transcol  em Vitória, Espírito Santo(ES). 

“Ia levar a minha filha no médico. Estava sentada no ônibus, e ele em pé. Ele colocou a mochila na frente dele. Depois, colocou o pênis para fora e ficou passando no meu braço. Quando aconteceu, eu não sabia o que fazer. Fiquei sem reação. Meu ponto estava chegando, dei sinal para sair, mas dei um tapa na cara dele e desci. De um tempo para cá, conversando com outras mulheres, percebi que estava acontecendo com mais gente a mesma situação praticada por ele.

Consegui identificar 12 mulheres na mesma situação. Mas as pessoas se sentiam intimidadas porque ele usa uniforme de vigilante”, disse a vítima à CBN Vitória.

Um tumulto foi gerado no terminal. Alguns passageiros agrediram o suspeito, e a polícia foi chamada. Ao delegado de plantão, a vítima de quinta relatou que o homem a ‘cutucava’ e exibia o órgão genital dentro do ônibus. Em depoimento, o acusado negou a prática do abuso.

Falta de provas complica o trabalho

Mesmo com a confissão de um dos atos por parte do acusado, a polícia esbarra na falta de flagrantes. Neste caso, o vigilante assinou um termo circunstanciado e foi liberado por ter sido enquadrado no crime de gesto obsceno em local público e atentado ao pudor.

De acordo com a titular da Delegacia de Proteção à Mulher de Vitória, Arminda Rodrigues, caso haja contato físico, o caso já pode ser configurado como estupro. Mas, a falta de provas impede que o homem fique preso, como aconteceu neste caso.

“Se realmente houve contato, eu considero estupro. Porque o estupro é constranger alguém com intuito violento, ou conjunção carnal, além de praticar um ato libidinoso, que foi o que ele fez. Poderia ser considerado estupro. O ato obsceno em local público acontece quando há masturbação, ou quando ele está mexendo nos órgãos genitais”, disse a delegada Arminda Rodrigues à Rádio CBN Vitória.

Em meio a todas essas limitações, a Polícia Civil orienta que as mulheres registrem as ocorrências logo após o fato ocorrido. É muito importante que tentem colher o máximo de provas, como fotos e vídeos, além da descrição física do agressor.
Mesmo tendo sido liberado, o vigilante acusado assinou um termo circunstanciado e terá que se apresentar à Justiça quando solicitado.

Entrevista

A técnica em enfermagem, 26 anos, disse que ficou sem reação ao perceber o abuso do vigilante.

Como foi o abuso?

Eu ia levar minha filha ao médico. Estava sentada no ônibus, e ele em pé. Ele colocou a mochila na frente dele. Colocou o pênis para fora e ficou passando no meu braço, no meu ombro. Quando aconteceu, eu não sabia o que fazer. Fiquei sem reação. Meu ponto estava chegando. Dei um tapa na cara dele e desci.

Como você encontrou outras vítimas do homem?

De um tempo para cá, sempre conversando com pessoas no terminal, percebi que acontecia a mesma coisa com outras mulheres. Mas como ele é segurança, elas ficam intimidadas com o uniforme dele. Conversando no terminal, achei 12 vítimas dele nesta semana.

O que aconteceu no Terminal de Jacaraípe(Serra)?

Vi uma mulher chorando no terminal, e ela relatou para mim que tinha um homem que sentou do lado dela, colocou a mochila no colo dele e ficava se masturbando, passando a mão nas pernas dela. Nisso, eu vi que era o mesmo homem, e o vi entrando no ônibus. Fui atrás dele e, quando ele me viu, desceu, por me reconhecer como vítima. Quando ele desceu, fui tirar uma foto dele. Ele reclamou, teve uma confusão, e a população do terminal chegou agredindo ele.

Como você se sente ao sair de casa após a situação?

Sou uma cidadã de bem, saio de casa para trabalhar, estudar. Ele fazendo isso, ou qualquer outro homem, me sinto muito mal, desrespeitada. Outras mulheres ficam com medo. Mas, eu estava com minha filha, era uma questão de honra. A mulher precisa pedir ajuda, já isso está muito frequente no país.

Assista o Vídeo com Exclusividade:


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